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O Cargo de Síndico | Imprimir |

Poucas pessoas no condomínio sabem avaliar a responsabilidade e a extensão do cargo de síndico. Embora não seja necessário ser um Doutor em Direito para exercer satisfatoriamente o cargo, a tarefa abrange vários assuntos além da própria legislação.

É indispensável, portanto, um prévio conhecimento sobre os diversos assuntos e principalmente muita disposição em atender o grupo, o que não é fácil, pois cada membro do grupo possui suas próprias aspirações, diferindo muitas vezes dos outros. Ao participar do grupo, traz consigo seus interesses e seus traços individuais, que os acabam influenciando.

Forças positivas - São os impulsos e a emoção, as esperanças e as aspirações; os valores, os bons hábitos, os sentimentos e as crenças.

Forças negativas - São os maus hábitos, as angústias, frustrações, inibições e os medos, as experiências malsucedidas, a falta de interesse pelo grupo e seus objetivos. Fazem parte também os desejos ocultos, como, por exemplo, obter vantagens pessoais.

Pressões externas - São os padrões culturais a que pertence o grupo. Todos sofrem influência do sistema de valores da sociedade, e é esse sistema que determina a execução ou rejeição das ações julgadas "aceitáveis" ou não.

Um dos fatos que mais causa preocupação e descontentamento ao síndico é a omissão e a pouca participação dos moradores na vida condominial. Infelizmente a omissão faz parte de nossa cultura, talvez solidificada pelos anos vividos de ditadura, onde expressar idéias e exprimir pontos de vista eram proibidos. As pessoas não podiam exercer seus direitos, apenas cumprir seus deveres, tendo muito medo de se expor.

No condomínio essas características ficam claras, pois há pouca participação nas Assembléias, cujo número em média não ultrapassa os 15% dos moradores. Eles não buscam seus direitos, desconhecem a existência do Regulamento Interno e da Convenção. Havendo, muitas vezes, críticas sem fundamento.

Para mudar esse quadro será necessário o empenho de todos da sociedade. Já no condomínio o síndico poderá procurar dividir suas responsabilidades, assumindo que não conhece tudo, que sua capacidade é limitada e que o condomínio pertence a todos. Sempre que necessário deverá recorrer às Assembléias, como meio de dividir as responsabilidades.

É importante que o síndico sempre busque a transparência, mesmo que os moradores não valorizem seu trabalho e seu esforço. A consciência tranqüila não tem preço. Um outro bom aliado para seu trabalho é o bom-senso e a ponderação, que devem estar presentes em todas as ações. Nunca desanime, pois você está tendo oportunidade de viver uma experiência que o elevará como ser humano, pois você está tendo a chance de melhor um pedacinho do mundo.

(Rosely Benevides de Oliveira Schwartz)

 

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